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primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas as coisas vos serão
acrescentadas"
Mateus 6.33z


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O que
está ocorrendo no México e em outros países?
No México, em decorrência do aparecimento de uma nova cepa do
vírus Influenza A (H1N1), várias pessoas foram infectadas e
desenvolveram quadros respiratórios infecciosos. O que chama a atenção
é que a doença se apresenta, em poucos casos, com sinais e sintomas
mais severos que o habitual, levando algumas destas pessoas ao óbito.
Os pacientes acometidos são em sua maioria pessoas jovens, faixa etária
que não costuma adquirir este tipo de infecção de forma
grave. Soma-se ainda a preocupação de que o vírus se
mostrou capaz de se disseminar entre humanos, o que torna alta a transmissão
deste vírus.
Por que
a preocupação dos órgãos de saúde?
Como se trata de uma doença respiratória altamente contagiosa
e com suspeita de transmissão de pessoa a pessoa, a disseminação
dessa nova variante do Influenza pode assumir proporções graves
para a população, não somente do México, mas em
todo o mundo. Ainda não se sabe de que forma esta epidemia vai se desenvolver
e se os casos aumentarão ou não de gravidade.
Por que
a gripe A (H1N1) está acometendo as pessoas dessa forma?
Existem algumas variantes pertencentes aos subtipos do vírus Influenza
que possuem alterações genéticas, capazes de atribuir
características diferentes da infecção habitual. Estas
alterações podem acarretar mudanças no padrão
de transmissão do vírus, na forma clínica de apresentação
da doença e até mesmo na resposta ao tratamento. No momento,
ainda não se sabe qual a forma de evolução deste vírus
específico.
Quais
os sinais e os sintomas dessa gripe em humanos?
O quadro clínico pode variar desde a ausência de sintomas até
a quadros mais severos. Normalmente, os sintomas tem sido de uma gripe mais
forte, que se apresenta de maneira repentina, com febre alta (superior a 39ºC),
dor de cabeça intensa, dores musculares e de articulações,
tosse, irritação nos olhos e fluxo nasal. Para evitar o contágio,
é recomendado usar máscara no contato com pessoas doentes, não
cumprimentar com a mão, nem com beijo, e evitar as aglomerações
de pessoas.
É
seguro comer porco e produtos de carne suína?
Sim, o vírus da gripe A (H1N1) não resiste à cocção
em temperaturas superiores a 70°C, como se recomenda para a preparação
de carne de porco e outras carnes para alimentação humana. Nestas
condições, não há registro de transmissão
da gripe suína por ingestão de alimentos. Além disto,
até o momento, não foi detectada doença em porcos em
nenhum local no mundo.
Quais
medidas já foram tomadas?
A Organização Mundial de Saúde (OMS) em cooperação
com o Centro de Controle de Doenças dos EUA e diversos outros órgãos
internacionais emitiram um alerta geral a todos os países informando
a necessidade de medidas preventivas para o controle de disseminação
da doença. No mundo atual, com grandes centros urbanos e maior número
de migrações entre países e continentes, uma doença
contagiosa de fácil transmissão (respiratória) pode se
disseminar rapidamente, assumindo grandes proporções, o que
é chamado de Pandemia.
No Brasil, iniciou-se um Plano de Contingência e Controle da Doença,
coordenado pelo Ministério da Saúde, sobretudo nos Portos e
Aeroportos nacionais, com o objetivo de realizar uma vigilância da doença
através da detecção precoce de possíveis casos.
Essas ações serão intensificadas nos vôos provenientes
do México, mas como há casos relatados também em outros
países, a vigilância é praticamente geral.
Todas as Secretarias Estaduais de Saúde do Brasil também foram
acionadas para intensificar o processo de monitoramento e detecção
de casos suspeitos de doenças respiratórias agudas, a partir
da Rede de Vigilância de Influenza e de Laboratórios.
Quais
as recomendações aos viajantes que se destinam às áreas
afetadas no México e nos EUA, por exemplo?
- Evitar locais com aglomeração de pessoas;
- Evitar o contato direto com pessoas doentes;
- Não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal;
- Evitar tocar olhos, nariz ou boca;
- Cobrir o nariz e a boca com um lenço quando tossir ou espirrar;
- Lavar as mãos freqüentemente com sabão e água,
especialmente depois de tossir ou espirrar;
- Em caso de sintomas, procurar assistência médica e informar
história de contato com doentes e viagens;
- Não usar medicamentos sem orientação médica.
Quais
as recomendações aos viajantes que procedem das áreas
afetadas?
Viajantes procedentes, nos últimos 15 dias, de áreas afetadas
e que apresentem os sinais e sintomas da gripe suína devem:
- Procurar assistência médica na unidade de saúde mais
próxima;
- Informar ao profissional de saúde o seu roteiro de viagem.
Existe
uma vacina para a gripe suína?
A Organização Mundial de Saúde está trabalhando
neste sentido, mas ainda não se dispõe de uma vacina específica
para este surto, pois é necessário que esta vacina contenha
informações das variantes do vírus Influenza A (H1N1),
responsáveis pelas infecções atuais. As vacinas de Influenza
disponíveis para a gripe em idosos e crianças provavelmente
não conferirá proteção contra a gripe suína,
não sendo indicadas portanto como medida de proteção
ou prevenção.
Como
o paciente deve ser tratado?
Existem dois antivirais que podem ser utilizados para o tratamento deste vírus:
Oseltamivir e Zanamivir. No Brasil, somente o primeiro está disponível.
É importante ressaltar que a prescrição destes medicamentos
deve ser feita apenas por um médico. Está fortemente contraindicada
a automedicação pelos riscos de efeitos colaterais e da possibilidade
de levar à resistência do vírus a este medicamento.
Mantenha-se informado:
Organização
Mundial de Saúde (em inglês)
http://www.who.int/csr/disease/swineflu/en/index.html
Centro de Controle
de Doenças (em inglês)
http://www.cdc.gov/flu/swine/
Ministério
da Saúde do Brasil
www.saude.gov.br
Ministério
da Agricultura do Brasil
www.agricultura.gov.br
Secretaria de
Vigilância em Saúde (SVS)
www.saude.gov.br/svs
Plano de Preparação
para o Enfrentamento da Pandemia de Influenza
http://portal.saude.gov.br/portal/saude/Gestor/visualizar_texto.cfm?idtxt=27999
Agência
Nacional de Vigilância Sanitária
www.anvisa.gov.br/viajante
